quarta-feira, 25 de maio de 2016

PARA QUE SERVE A ESCOLA DOMINICAL?

O avivamento não é uma coisa que a Igreja possa agendar e realizar. Mas ela pode, sim, desejar que aconteça. Ela pode orar, suplicar e estudar as Escrituras, evitando os enganos do inimigo se misturando à obra realizada e os exageros cometidos por lideranças quando o zelo cego deseja as experiências pelas experiências e não o crescimento espiritual da Igreja a partir da vida cristã de seus membros em permanente santificação.
No processo de desejo e preparo para que um avivamento aconteça, a Escola Bíblica Dominical ocupa uma função importantíssima, eu diria chave. Um dos grandes desafios da Igreja no século 21 é exatamente a falta de informação bíblica com solidez e qualidade. É irônico que num tempo de tantas facilidades e de tantos recursos tecnológicos exista uma crescente ignorância bíblica no seio do povo de Deus.
As Escrituras e tantos outros recursos como dicionários, comentários, sermões e ferramentas para exegese e hermenêutica estão disponíveis em todas as plataformas. Você pode ir para o culto hoje com dezenas de versões e traduções bíblicas, com uma volumosa biblioteca altamente especializada e com as obras dos autores mais badalados no momento no Tablet e no Smartphone. Mesmo assim, a ignorância parece não ceder; antes, piora a cada dia. Muita informação e pouca profundidade. Muita informação e nem sempre acontece a formação. Por quê?
Porque a mente precisa ser treinada para poder usufruir com proveito tais recursos. Os textos em linguagem digital geralmente são curtos, sintéticos, sem grande desafio para o raciocínio, sem grandes dificuldades para a mente formar suas próprias conclusões. As respostas podem vir mesmo antes de a questão ser posta. A EBD pode ser um lugar da inteligência da fé, munida destes e outros recursos, pode ser o espaço ideal para o aprofundamento das questões mais relevantes e que mais desafiam a veracidade e a racionalidade da fé cristã.
Em 1Pedro 3.15 fica claro que o preparo, o treinamento da mente e a capacidade de argumentar com coerência, fazem parte do amadurecimento, do discipulado e de uma vida dedicada e operosa no Evangelho. Portanto, é um dever da liderança da Igreja local investir na EBD e na formação dos professores. É um dever moral dos cristãos valorizarem a EBD, para a edificação de suas vidas e também para o equipamento espiritual e intelectual que o capacitarão a testemunhar e a compartilhar o Evangelho.
Quando as Escrituras são disseminadas, ensinadas e explicadas, quando as doutrinas bíblicas fazem parte do currículo básico da EBD, será inevitável que haja um despertamento para uma adoração mais grata, mais vibrante, mais emocionante em face do encantamento que a verdade de Deus provoca no ser. Sem dúvidas numa atmosfera espiritual regida pela Verdade e com uma adoração sustentada pela razão o caminho para o avivamento estará aberto.
A EBD tem um papel importante também na evangelização. Ela deve ser um centro de discipulado e envio. Como os apóstolos sentados aos pés do Mestre e, depois de ouvi-lo atentamente, foram enviados em Missão. O mesmo deve acontecer na EBD. Assentamo-nos para ouvir sobre o Reino, o amor do Pai, as Bem-aventuranças, a prática da justiça e outros temas bíblicos para depois sermos enviados para oferecer e dar de graça o que de graça e pela graça recebemos.
Na EBD aprendemos a viver e a agir como discípulos, como quem apreende a consciência de ser enviado ao mundo como o seu Mestre.
Sem uma Igreja bem treinada, com uma fé inteligente e articulada; sem um povo com bases bíblicas e doutrinárias sólidas e bem identificadas; sem uma adoração racional, vibrante e sem uma profunda identificação como discípulos de Jesus nem o avivamento e nem a evangelização serão possíveis.
Graças sejam dadas a Deus pela EBD. Valorizemos, pois, esta maravilhosa e abençoadora “escola de vida”.

Pr. Luiz Fernando dos Santos – IPC de Itapira/SP

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