sexta-feira, 27 de maio de 2016

MULHERES COM ATITUDE

51ª Confraternização da União Feminina da IEADU

“Mulheres com Atitude”
Ela, porém, veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me!” 
(Mateus 15:25 ARA)

   Apesar dos vários ensinamentos nas igrejas, reuniões de mulheres, palestras e etc., algumas pessoas ainda confundem a posição da mulher cristã como uma pessoa que simplesmente se cala para tudo, sofredora e sem atitude. Isso não é verdade! Se pararmos para analisar algumas mulheres da Bíblia, vamos perceber que foram mulheres de MUITA ATITUDE,  ousadas e que mesmo assim se submeteram à vontade de Deus. Especificamente hoje, gostaria de falar de uma, a mulher de origem síro-fenícia.
    A Bíblia não nos diz o seu nome, nem se era casada, viúva ou mãe-solteira. Apenas encontramos essa mulher em grande desespero diante do quadro de sua filha estar possuída por espíritos malignos. 

Essa mulher, mesmo não sendo judia, tinha em seu coração atitudes que impulsionavam a sua fé a romper obstáculos para receber a cura de sua filha.


Não sabemos de que forma ela ouvira falar de Jesus de Nazaré. Quem sabe, esta mulher ouvira alguém contar como Jesus era uma pessoa tão especial, que se compadecia do sofrimento das pessoas e aliviava o fardo delas? Quem sabe, se ouvira dizer que todos traziam os seus enfermos, com todo o tipo de doenças e Ele curava a todos indistintamente. Talvez ela tenha ouvido alguém falar como ele havia libertado o endemoninhado gadareno, que andava desnudo pelo cemitério e se feria com pedras, e ninguém conseguia prendê-lo – era mesmo um caso perdido… E como Jesus se encontrou com aquele homem desprezível e o libertou completamente.
Foi então que aquela mulher tomou a atitude de procurar Jesus… Ele era a resposta para as suas indagações, o remédio para o seu sofrimento. Certamente ele era o alívio para a sua dor.
Ela soube que Jesus estava bem perto de sua cidade. Parecia até que ele estava vindo ao seu encontro, e ela não poderia perder essa chance de ouro… O texto sagrado nos diz: “ … entrando numa casa, (Jesus) não queria que alguém o soubesse, mas não pôde esconder-se; porque uma mulher, cuja filha tinha um espírito imundo, ouvindo falar dele, foi e lançou-se aos seus pés.” (Marcos 7.24-25). Ela tomou a atitude de ir ao encontro do Mestre, pois sabia que a solução para o seu problema estava com ele. Ela precisava apenas de expor-lhe sua dificuldade, e isso faria, custasse o que custasse…
Mateus escreve o seu Evangelho para os judeus e nos conta alguns detalhes: "E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada. Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós. E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me!" (Mateus 15.22-25).
Ela havia usado uma expressão dos judeus: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim”. Foi dessa forma que o cego Bartimeu fora atendido, e tivera a vista restaurada. Como “Filho de Davi”, Jesus certamente atenderia aos seus apelos em favor da filha. Vestida como grega, de origem siro-fenícia, com todo o sotaque estrangeiro, ela pôs-se a gritar, num gesto de desespero como o de quem não tem mais para onde ir. E Jesus não lhe respondeu. Ele continuou quieto, apesar dos discípulos lhe pedirem que a atendesse ou que fizesse alguma coisa para despedi-la.
Vejamos cinco situações que motivaram a essa mulher a romper os obstáculos e tomar atitudes para receber a cura de sua filha.
· A primeira situação foi a NECESSIDADE E TRIBULAÇÃO (Mateus 15.22): Quando as necessidades não são supridas, elas nos levam a tomar atitudes que, se mantida, resultará em uma inundação de orações fervorosas. A necessidade faz da oração uma arma poderosa e nesse caso, ela tinha uma grande necessidade.
· A segunda situação foi a INDIGNAÇÃO (Mateus 15.22): Nesse versículo a palavra diz que ela clamava. Precisamos exercitar a capacidade de ficarmos indignados com a crise de outras pessoas. É um grande perigo quando nos acostumamos com toda forma de tragédia ao nosso redor e nos tornamos permissivos com o mundanismo. Se você não está indignado com o mundo, pode estar atraindo a inimizade de Deus. Não existe neutralidade no reino. É preciso uma indignação com a falta de unção, falta de intensidade na oração, falta de servos que discipulem, falta de clamor pelas vidas, contra toda a forma de opressão e possessão, com a falta de crescimento e principalmente contra o pecado, demonstrando isso nas atitudes.
· A terceira situação foi a COMPAIXÃO (Mateus 15.22): Se nada toca você, não espere ser usado pelo Senhor para tocar em alguém. Há poder na compaixão. Jesus manifestou compaixão antes de curar e libertar as vidas. Sua vida foi uma demonstração de compaixão. Vemos isso em Mateus 9.36, Mateus 14.14, Mateus 15.32, Marcos 1.40-41, João 11.33-35. Você quer ver uma oração poderosa? Observe uma pessoa cheia de atitude e de compaixão orando.
· A quarta situação foi o DESEJO (Mateus 15.25): A mulher desejava tanto estar com Jesus que quando se aproximou, sua primeira atitude foi prostra-se e adorar ao Senhor. Quando nossos desejos estão alinhados com os desejos de Deus, eles se tornam uma grande fonte de fé, resultando em poder na obra de Deus. Desejos podem tornar-se alvos e desafios e eles nos levam a tomar atitudes que nos estimulam a sairmos da nossa zona de conforto.
· A quinta situação, são SONHOS OU PAIXÃO (Mateus 15.27): Sonho é a força de um desejo que não cessa”. “NÃO INTERESSA QUEM EU SOU, COM O SENHOR VOU CONSEGUIR”. Essa foi a atitude que estava no coração dela, não se importando com sua condição. Tinha plena convicção de que Jesus curaria sua filha. Não se importava se tivesse que comer as migalhas que caíam da mesa. Todos os homens usados por Deus tinham uma paixão profunda, um sonho intenso, dos quais não abriam mão. Pelo contrário, perseveravam na oração, jejum, na comunhão com Deus e eram tremendamente abençoados por Ele. Tenha atitude para orar, para jejuar, para clamar com todas as suas forças e verá as montanhas se movendo.
Portanto, a fé é resultado de uma atitude de profundo inconformismo com a situação de tragédia que insiste em permanecer. O que toca o coração de Deus não é a lamúria por causa do sofrimento, mas a fé ousada que procede daquele que intercede com intrepidez, levando o coração de Deus a mover-se em determinada situação. Precisamos ter atitudes e sermos ousados para termos uma fé viva, operante e vencedora.

Texto Compilado - Colaboração: Pr Marcos Eli (Pastor Presidente da IEADU)

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