terça-feira, 27 de março de 2012

O ARMINHO

Um Rei britânico estava indo à frente do seu exército, numa expedição de guerra, quando ele viu, na margem de um rio, um pequeno animalzinho, branco, muito branco, como a neve, que desejava saltar o riozinho. Mas o animalzinho, como tinha o pêlo muito branco, tinha receio de fazer o salto, errar e se sujar caindo no lodo. Ele ficava para lá e para cá, desatinado de um lado, para o outro, e não dava o salto.

O Rei, inclusive, comentou com o seu general:

- Veja que interessante este arminho, um animal tão branquinho, tão puro! Ele deseja passar para o outro lado do regato, mas ele tem medo de dar o salto e, errando, se sujar na lama. Pobre animal!

Arminho é o nome do animal.


O Rei ficou parado e observando, então, ele desceu do seu cavalo e foi se aproximando do arminho com a intenção de pegá-lo e atravessá-lo para a outra margem.

O arminho, quando viu que aquela figura enorme se aproximava dele, ficou mais nervoso ainda. Ele não sabia que o Rei queria ajudá-lo, pensava que era um inimigo. Ele sabia que tinha que saltar para o outro lado para poder escapar, inclusive, daquele ser monstruoso que se aproximava dele.

E o arminho, desesperado, olha para a outra margem, calcula o salto e sente que não vai conseguir saltar sem cair no lodo. Ele chega a conclusão que, se ele saltar, vai cair na lama. Então, ele resolve se deitar no chão seco e limpo, imóvel, esperando que o rei pegue na sua mão. Mas, na cabeça do arminho, o Rei queria aprisioná-lo.

O arminho ficou, docilmente, esperando que fosse apanhado. Ele preferiu ser apanhado por aquele ser grande, enorme, que se dirigia para ele, do que arriscar um salto e cair na lama.

Este arminho impressionou de uma tal maneira, que o Rei pegou-o nas suas mãos e colocou-o na outra margem, seguro, seco e limpo.

Este Rei ficou tão impressionado com a disposição do arminho, de manter-se puro a arriscar-se a um salto que o mancharia, que mandou bordar um brasão e coloca-lo em todas as bandeiras do seu reinado.

O Rei usou, como símbolo do seu reinado, a figura daquele arminho e colocou, debaixo daquele bordado, o seguinte texto:


“É preferível a morte, do que a desonra, do que a vergonha.”


A história deste arminho, animalzinho pequeno, branco, tão branco como a neve, é um exemplo, também, para mim e para você.

Ele representa o cristão verdadeiro, que sabe que este mundo está cheio de ciladas, armadilhas e obstáculos. Mas nós não nos atrevemos a arriscar a nossa salvação num salto no escuro. Porque as nossas vestes foram branqueadas pelo sangue do Senhor Jesus.

Recebemos vestes brancas, resplandecentes e, por nada neste mundo queremos contaminá-la. Eu tenho o apoio da Palavra de Deus; está escrito em Eclesiastes 9:8:

“Em todo o tempo sejam alvos as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.”

Nós, também, devemos bordar, debaixo do nosso coração, o nome do Senhor Jesus e escrever bem grande:


“PROPRIEDADE DO SENHOR JESUS.”


O nosso coração, corpo e a nossa veste não podem ser sujos e, nem manchados pelo pecado, porque nós fomos lavados pelo sangue do Senhor Jesus.

Um cristão que está limpo e se suja, a Bíblia compara com uma porca que é lavada e, depois de lavada, perfumada, ela corre, novamente, para o espojadouro de lama (2 Pe 2.22).

Jesus Cristo te tirou da lama, te tirou do lodo do pecado e, agora, as tuas vestes estão branqueadas pelo Sangue de Jesus.

Aconteça o que acontecer, não arrisque a tua salvação e, em todo o tempo, tenha esta palavra e esta convicção.

Em todo o tempo, sejam alvas e brancas as tuas vestes.



Ilustração Bíblica - Autor Desconhecido

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