segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O DESAFIO DA MORDOMIA CRISTÃ EM MALAQUIAS



Tendo visto o conteúdo do livro do último profeta Malaquias, não podemos deixar de considerar o desafio que ele traz para as nossas vidas no tocante à Mordomia Cristã.


Na realidade, o desafio de Malaquias é bem simples e se resume em uma das maiores necessidades da igreja contemporânea: levar o Senhor Deus a sério, correspondendo ao seu amor.


O número de igrejados atualmente, que são apenas consumidores gospel ou gananciosos atarantados pelo teologismo da prosperidade material, porém sem ética cristã e sem fidelidade a Deus, chega a ser assustador, razão pela qual a mensagem de Malaquias se faz relevante.


Um amor tão sério e tão profundo como o de Deus por nós não pode ser tratado levianamente. A visão e a compreensão do amor divino devem produzir em nós um sentimento de gratidão e um constrangimento que nos leve a um envolvimento e a um compromisso maior com Deus, visto que, quando a igreja serve motivada por qualquer outra razão que não o amor e a fidelidade a Deus, o que prevalece é o institucionalismo e o tradicionalismo frio. O ponto de vista e a atmosfera de uma igreja são determinados pela sua motivação espiritual e teológica.


Dentre os desafios do Profeta para nós no tocante a Mordomia Crista, destaco a necessidade de uma liderança séria. Malaquias nos desafia ao exercício de uma liderança espiritual comprometida, quebrantada, que honre a Deus com a sua vida. Uma liderança que seja pautada por valores espirituais, seriedade e austeridade. Precisamos de uma liderança que ame a Deus mais do que às suas próprias ideias. Uma liderança que, antes de exigir do povo, sirva de exemplo para o povo.


Outro desafio é o de um ensino bíblico, doutrinário, ético e teológico não relaxado. É triste observar o malbaratamento do púlpito, com tanta falta de conteúdo. É desagradável para o pastor e para os membros ter que se falar sobre isto determinados assuntos, e falar abertamente, mas é necessário e a abordagem de temas polêmicos não deve ser evitada porque alguém, se sentindo atingido ou ofendido reclamará.


O ensino bíblico profundo e a instrução bíblica para a vida em todos os seus aspectos é um risco a correr, porque o pior é silenciar diante de tanta imoralidade, infidelidade, banalidade, irrelevância e de ufanismo pessoal, em detrimento da profecia em nome do Senhor.


Porém, além de um ensino coerente, bíblico e lúcido, o líder precisa ter autoridade espiritual. Ou seja, é necessário que o pregador realmente creia em Deus e seja obediente a ele, que o professor da EBD transmita conhecimentos profundamente digeridos e vivenciados, visto que a integridade moral e espiritual do líder é fundamental para o sucesso do seu trabalho na Igreja.


Outro desafio é o da manutenção da família e sua utilização para promoção do reino de Deus. O casamento misto, em especial com mistura de religiões, não é o ideal de Deus. O divórcio também não é o ideal divino. Vivemos numa sociedade que banaliza o adultério e as relações efêmeras. Por isso, a Palavra de Deus exaltando a família e declarando que ele odeia o divórcio deve ser proclamada e efetivada nas medidas profiláticas que a Igreja deve adotar para evitar a desconstrução familiar e o demérito do casamento.


O sexo não é imundo nem matéria a ser omitida. Uma teologia do sexo e da família deve ser objeto de consideração por parte da Igreja para ensinar aos membros que a família não é meramente um evento social. Cada família cristã deveria ser uma Igreja. O binômio casa-Igreja deveria ser uma verdade entre nós e para nós e nossos filhos.


Há também o desafio de uma adoração não apenas com os lábios, mas com a vida e, consequentemente, com os bens materiais e com o dinheiro. O desafio é o de dar o melhor para Deus e não o bagaço ou a sobra. O autêntico culto a Deus é aquele ao qual se pode verificar a coerência e a fidelidade, e não apenas as declarações verbais do cancioneiro gospel.


Por fim, há o desafio de se crer que realmente existe uma diferença entre o justo e o ímpio, e que devemos viver diferentemente. Não podemos nos desesperançar com o progresso do mal, mesmo que avassalador.


O cristianismo é a mensagem do Cristo vitorioso e nunca deve servir de pretexto para o conformismo e a acomodações derrotistas. A Igreja não é o abrigo dos fracassados, mas daqueles cheios de ideais, que amam e que buscam a vitória. Não se permite ao cristão ser massificado e influenciado pelo mundo e pela sociedade sem Deus.


Devemos ter coragem de ser diferente, sabendo que a nossa fé e ousadia não são em vão, pois Jesus já venceu a morte, o pecado, o Diabo e o inferno, e nos torna, pela fé e salvação, libertação, mais do que vencedores nele.


Que Deus nos ajude e nos dê poder e unção do Espírito Santo, para vencermos estes desafios.


Amém.

Baseado no livro “Malaquias, nosso contemporâneo”, do Pr. Isaltino G. Coelho Filho

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