domingo, 18 de abril de 2010

“RECONSTRUINDO SEUS ALTARES”

A idéia de se reconstruir altares é tema de muitos eventos evangélicos. É tema de sermões, de congressos e de cânticos, mas deveria ser o tema de nossas vidas, devido à importância do altar para o nosso relacionamento com Deus.

A palavra altar aparece na Bíblia por diversas vezes. Em Gênesis aparece cerca de oito vezes e na Bíblia toda cerca de trezentos e vinte e duas vezes.

O Altar, no Antigo Testamento, era o local onde o sacrifício era oferecido a Deus (Gênesis 8.20), porém, devemos observar que antes de se oferecer o sacrifício era necessário edificar ou reconstruir o altar. Na Bíblia, temos exemplos de servos de Deus que tiveram uma vida de vitória edificando ou reconstruindo altares.

Um altar não poderia ser erguido de qualquer maneira (Êxodo 20.24-25), e vemos que Deus deu a Moisés instruções bem especificas do como queria os seus altares, bem como do que não queria nos altares que seriam usados para a sua adoração.

O povo de Israel se preocupava com a construção do altar. Zelavam para que eles fossem construídos de acordo com o que Deus determinou, pois sabiam que se o altar não fosse edificado da forma que Deus determinara o sacrifício (a oferta), seria em vão.

Infelizmente, hoje em dia, nossas preocupações não são mais com a edificação ou com a reconstrução dos altares para a adoração, nem mesmo com a obediência aos parâmetros ordenados por Deus para os seus altares. Hoje, as preocupações giram em torno do bem-estar e da prosperidade do cristão, ou em relação ao desejo de participar de uma igreja que se adapte aos meus interesses pessoais.

Não temos mais a preocupação de edificar em nossas vidas um altar de acordo com a vontade de Deus e nem nos preocupamos ou nos incomodamos com o grande número de altares, de vidas cristãs, desativados, desmantelados, empoeirados pela falta de uso ou emporcalhados com os pecados já admitidos como coisa normal nas igrejas. Isto é triste e preocupante, pois sem um altar bem edificado ou reconstruído não há sacrifícios. E sem sacrifício não há remissão! Por isso, devemos reconstruir os altares da adoração a Deus em nossas vidas e igrejas, e isto implica em reconstrução da nossa vida em sua integralidade.
Sacrifício feito em altar quebrado ou em altar construído de qualquer maneira não é recebido por Deus. O profeta Elias, só ofereceu sacrifícios a Deus depois de restaurar o altar que estava quebrado (1 Reis 18.30). Elias sabia que só assim, depois da reconstrução e de restaurado o altar, o Senhor se manifestaria com poder e glória e receberia o sacrifício.
A Bíblia relata que os sacerdotes tinham um altar, os reis tinham um altar, os profetas tinham um altar, os patriarcas tinham um altar, os ricos tinham um altar, os pobres tinham um altar, os justos tinham um altar e até os ímpios tinham um altar. Da mesma forma, nós cristãos devemos ter um altar em nossos corações, em nossas mentes e vidas. Assim como no mundo antigo era uma regra de fé possuir um altar de adoração, em nossos dias, nossas vidas devem ser colocadas diante de Deus como um altar para a verdadeira adoração.

O “primeiro” altar foi construído pelo próprio Deus no sacrifício de um animal para confecção de roupas para a humanidade no pecado. Mais tarde, Deus edificou um altar que não tinha aparência de altar, mas de uma cruz, para que no sacrifício de Cristo fôssemos libertos do pecado e, por isso, habilitados para edificarmos e reconstruirmos altares espirituais em nossas próprias vidas.

Assim como a água é importante para o corpo e para a nossa sobrevivência, o altar é essencial para a nossa comunhão com Deus. Como o alimento é para a vida, assim é o altar para o cristão fiel! Pois o altar, literalmente, é o momento espiritualmente sublime que nos serve como lugar de adoração, de renúncia, de reconciliação, de arrependimento, de perdão, de sacrifício, de restauração, de desafios, de experimentarmos a providência divina, de substituição, de aprovação, de absolvição, de santificação, de misericórdia e de comunhão intensa com Deus.

O altar de Deus ainda é movido por sangue e por incenso. O sangue vem do sacrifício de Cristo, mas o incenso é a nossa oração, Hebreus 10.19. Não precisamos mais fazer sacrifícios como antes. O sacrifício que Deus espera de nós é outro. É uma vida oferecida a ele em santidade e em testemunho de fé da nossa salvação e santificação, Romanos 12.1 e 1 Pedro 2.5.

Amados irmãos e queridas irmãs, edifiquem ou reconstruam os altares de Deus em sua vida.
Mensagem do Pr. Marco Feliciano
(Foram realizadas algumas adaptações)

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