domingo, 22 de novembro de 2009

"SANTUÁRIO - LUGAR DE SANTIDADE, REVERÊNCIA E ADORAÇÃO"

“Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus te não poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado” (1 Rs 8.27)

Na História de Israel o templo sempre foi um símbolo nacional de grande importância, isto porque ele sinalizava a presença do Deus Todo-Poderoso (Ex 15.17; 25.8; 28.35; etc.). Desde os seus primórdios, quando o povo de Israel saiu do Egito, a consciência da presença divina era marcante através das colunas de nuvem e de fogo que os acompanhavam enquanto eram conduzidos no deserto (Ex 13.21,22; 14.19,24; etc.). Mais tarde, quando chegaram ao Sinai (Ex 19.1), receberam a instrução divina para a construção de um templo-móvel que os acompanharia em suas jornadas pelo deserto (Ex 25.1-30.38). ERA O TABERNÁCULO.
Muito tempo depois de Israel ter entrado na terra prometida (1 Rs 6.1), Salomão construiu o grande templo do Deus de Israel. Foi uma obra tão linda que ficou conhecida na História Universal com uma das sete maravilhas do Mundo Antigo (1 Rs 6.1-7.51). Contudo, no texto em epígrafe, o próprio Salomão reconheceu que nenhum templo poderia conter o Deus Eterno.

Israel abandonou o seu Deus, foi levado ao cativeiro e aquele lindo templo foi destruído (2 Cr 36.14-19). Mais tarde, retornando do cativeiro, o governador Zorobabel construiu um novo templo (Ag 1.12-14; Ed 3.10; 4.1) que quatro séculos depois foi modernizado e embelezado por Herodes e, foi nesse templo, que entrou o Senhor Jesus, o Desejado de todas as nações (Ag 2.7; Lc 2.39-50) e o purificou, pois alguns de seus usuários já haviam perdido o senso de reverência, presença de Deus e da verdadeira adoração (Mc 11.15).

Por fim o Espírito Santo introduziu, nas Epístolas e no livro de Apocalipse, um novo conceito de templo. Mais que uma construção física de pedras, argamassa, etc. nos é ensinado que o TEMPLO DE DEUS somos nós (1 Co 3.16,17; 6.19,20) e que a presença de Deus se faz notar no interior desse TEMPLO (2 Co 6.16; Ap 21.22); portanto, passamos a ser habitação do Deus Vivo. Por mais paradoxal que possa parecer, o Deus Eterno, que não pode ser contido pelo céu dos céus (1 Rs 8.27), deseja ser “contido” pelo templo de seu Espírito, que somos nós (1 Co 3.16). Daqui tiramos quatro preciosas lições:

1ª – A PRESENÇA DO DEUS ETERNO NÃO ESTPA SOMENTE CONOSCO (QUANDO NOS REUNIMOS NO TEMPLO FÍSICO), MAS SOBRETUDO EM NÓS (NO TEMPLO DE NOSSO ESPÍRITO OFERECIDO A ELE);

2ª – O NOSSO TEMPLO DEVE SER PURIFICADO DA MÁ CONSCIÊNCIA, DO PECADO, etc. PELA CONSTANTE PRESENÇA DO ESPÍRITO SANTO;
3ª – O NOSSO TEMPLO DEVE SER ADORNADO COM OS DONS (1 Co 12.1-31) E FRUTO (Gl 5.22,23) DO ESPÍRITO;
4ª – O NOSSO TEMPLO DEVE SER LUGAR DE SANTIDADE, REVERÊNCIA E ADORAÇÃO AO ETERNO.

À luz destas lições e considerando que foi o próprio Deus Todo-Poderoso quem instruiu a construção do majestoso templo de Salomão, convido os crentes da IEADU – Ministério Bom Pastor, a mantermos nossos templos individuais como moradia perene do Espírito Santo, mantendo-o limpo e organizado, enquanto nos estimulamos às obras de reparo e reforma do templo de nossa Igreja com oração, contribuições e firme dedicação à Campanha Reparando as Brechas.
Façamos o melhor para o Senhor.

É o mínimo que lhe devemos oferecer.

QUE DEUS NOS ABENÇOE NESTA EMPREITADA!

Artigo de Autoria do Pr Celso de Castro Costa - Presidente da IEADAV
(Foram realizadas algumas alteraçõespelo Pr Marcos Eli)

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