quinta-feira, 25 de junho de 2009

"NÃO HAJA SILÊNCIO EM VÓS"


“Ó Jerusalém, sobre os teus muros pus guardas, que todo o dia e toda a noite jamais se calarão; ó vós, os que fazeis lembrar ao SENHOR, não haja silêncio em vós...”
Isaías 62.6

A leitura do presente versículo nos faz recordar o momento em que o Senhor Jesus entrava em Jerusalém, em sua entrada triunfal, quando alguns dos fariseus, que estavam infiltrados na multidão que o acompanhavam, disseram: “Mestre, repreende os teus discípulos”. Ao que o Senhor Jesus respondeu: “Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lc 19.39,40).

O texto, que dá nome a epígrafe, recomenda àqueles que fazem menção do SENHOR não silenciar. Isto nos leva a compreender que, como cristãos que somos, atentos à Comissão que nos foi dada pelo Senhor Jesus, precisamos aonde quer que estejamos, manter viva a chama da evangelização.
Se a ordem é pregar as boas novas de salvação, não podemos silenciar-nos. Tal atitude pode trazer-nos graves conseqüências, pois poderemos ser considerados servos maus e negligentes.
O Apóstolo Paulo, em 1 Co 8.16, diz que para ele a pregação do evangelho era uma obrigação imposta. Isso significa dizer que nós não estamos fazendo favor algum ao Senhor Jesus, quando estamos pregando as boas novas de salvação. Pelo contrário é um ato de gratidão anunciar ao mundo dos homens o que o Senhor Jesus fez por nós.

1 – FOMOS CHAMADOS PARA TESTEMUNHAR
Quando os discípulos do Senhor Jesus encontraram-se com Ele no dia da Sua ascensão lançaram-lhe a seguinte pergunta: “Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?”. Ao que Ele respondeu: “Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. Mas, recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra” (At 1.6-8).

Precisamos cumprir a nossa obrigação de testemunhas do Senhor Jesus.
Foi através dos testemunhos que a Igreja Primitiva cresceu. O capítulo oito dos Atos dos Apóstolos prova isso quando relata que após a morte de Estevão, houve “uma grande perseguição contra a Igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, excetos os apóstolos” (v.1). “Mas, os que andavam dispersos, iam por toda parte anunciando a palavra”.

Isto significa dizer que aqueles crentes não se importaram com as perseguições, pois, com perseguição, ou sem ela, não havia silêncio neles. É isto, irmãos, que temos que fazer: testificar do Senhor Jesus; da pessoa dele; do que Ele fez por nós. Foi testificando da transformação de vida, das curas divinas, das soluções de problemas das bênçãos recebidas, e de tantas outras coisas proporcionadas pelo Senhor Jesus, que a Assembléia de Deus no Brasil cresceu e tornou-se a maior igreja do Brasil e o maior movimento pentecostal do mundo.

2 – COMO TESTIFICAR?

2.1 – TESTIFICAR COM PODER.
Em Atos 1.8 temos a confirmação desta primeira resposta. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vis sobre vós; e ser-me-eis testemunhas...” Está claro, que ninguém pode pregar o Evangelho na “força bruta”. Se Paulo diz que o “evangelho de Cristo é poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”, esse evangelho tem de ser pregado com poder do Espírito Santo, isto é, com autoridade do céu.
A melhor definição de evangelismo que encontrei foi esta: “Evangelizar é apresentar Cristo Jesus de tal modo, no poder do Espírito Santo, que os homens venham a depositar sua confiança em Deus através dele, aceitando-o como seu Salvador, e servindo-o como seu Rei na comunhão de Sua Igreja”.
Evangelizar sem a presença do Espírito Santo não funciona, pois o Senhor Jesus afirmou que o Espírito “convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo”.

2.2 – TESTIFICAR COM AS NOSSAS ATITUDES.
O nosso porte, dentro e fora do templo, tem que ser o mesmo. Não é possível que nós sejamos crentes na presença dos irmãos, isto é, quando estamos numa reunião de salvos e deixemos de sê-lo quando estivermos com as pessoas que não são crentes. Há crentes que fazem questão de não serem descobertos. Estão ali como se nunca houvesse entrado em qualquer igreja evangélica. Os seus amigos não descobrirão que ele é um “crente”, porque as suas atitudes não o demonstram. Leiamos Paulo: “Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; E vos renoveis no espírito do vosso sentido; E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.22-24).
As nossas atitudes falam muito alto perante o mundo. Foram as atitudes dos discípulos que levaram os habitantes de Antioquia a chamarem-nos de cristãos (At 11.26).

2.3 – TESTIFICAR COM AS NOSSAS PALAVRAS.
Estas são muito importantes. Necessário é que o crente tenha um linguajar digno de um santo. Ainda reportando-nos a Paulo lemos as seguintes palavras: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe (Desonesto, impudico; Vil, infame, abjeto; Repugnante, asqueroso, nojento; Indecente, obsceno), mas só a que for boa para edificação, para que dê graça aos que a ouvem” (Ef 4.29). Se eu tiver que abrir a minha boca, seja no meio de crentes, ou incrédulos, que seja para fala das bênçãos do Senhor Jesus e de sua misericórdia em nos ter alcançado para a Salvação.

“NÃO HAJA SILÊNCIO EM VÓS”

QUE AS TUAS PALAVRAS SEJAM PARA EXALTAR A GLÓRIA DE DEUS. QUE O SENHOR JESUS CONTINUE NOS ABENÇOANDO.

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